Sobre o show do Metallica e a volta do Titier
Sim, fim de janeiro/inicio de fevereiro bombando. Dois acontecimentos inesquecíveis. Vamos falar só um pouquinho então sobre cada evento.
Metallica, eu não sei se me acostumei com shows grandes, ver bandas que sempre sonhei em ver(Guns ta vindo ae também), ou sei lá o que é, mas eu não estava ansioso antes do show, nem na fila, nem mesmo lá no meio da galera. Eu estava com aquela sensação “daqui a pouco vai ter um show do Metallica aqui, legal… pois é”. Não menosprezando, longe disso, mas encarando com uma certa naturalidade, não trato mais daquele jeito igual eu fazia quando tinha 16 anos “METAL IS THE LAW AAAAAAAAAH!”, é bom tocar nesse assunto pois muita gente simplesmente achou uma maravilha aquele barral pq eles são true do metal. Eu paguei caro, me chamem de velha mas eu não mudo a minha opinião de que aquilo é uma merda imperdoável.
E essa falta de ansiedade resultou num soco no meu estomago quando a banda começou a tocar. Talvez, nunca irei presenciar novamente uma qualidade de som tão absurdamente foda. Não tem como descrever como foi o show, é simplesmente impossível. Se você não foi, eu não posso fazer muito, eu posso colocar no momento toda a memória clara que eu tenho do show, juntar tudo e fazer o mais real possivel que nunca vou chegar perto do que foi a sensação de estar lá. E não somente assisti um grande show, mas também gritei, cantei, pulei… e acima de tudo, acho que foi o primeiro show que consegui assistir junto dos meus melhores amigos. Por algum motivo ou outro sempre nos perdemos em shows, mas esse estavamos lá juntos, pela mesma causa(como sempre foi, na teoria), gritando o que desejavamos gritar ha mais de uma década.
Não vou fazer crítica aqui musica por musica, momento por momento, não cabe a mim fazer isso. Até porque analisar tudo separadamente perde um pouco a graça. A moral é que no final das contas, tudo junto, resultou num momento extraordinario na minha vida, e de todos os meus amigos, sem dúvida nenhuma.(Sem o barral, é claro)
E por mais distante que eu esteja do metal nos ultimos tempos, foi delicioso chegar em casa após o show, fechar a porta dizer pra mim mesmo “Hell yeah mothafocka”
Um pequeno detalhe: Meu primeiro show sem consumir ALCOOL, parabéns pra mim, ou não.
Mas então, o Titier voltou galera, voltou das alemanhas, voltou das zoropas e guess what? Continua o mesmo Titier de sempre. Foi um ano que passou rápido até, em muitos sentidos, mas a falta que o Titier fazia no convivio da gurizada era notável, e nesse aspecto o ano demorou pra passar. Mas, ele ja está aí, quebrando tudo nessa brasila.
O que falar da noite de ontem? Titier o mesmo de sempre, não mudou 1%, é o mesmo de quando conheci, nós tinhamos uns 10 anos eu acho, ou menos. A unica diferença é que agora ele tem 1000 histórias novas pra contar. Festinha aos moldes da nossa galera, muito alcool e papo furado, e é claro, Titier sem papas na língua.
Queria agradecer também mais uma vez pelo presente, Titier, se tu ler isso aqui saiba que hoje ja comprei umas Heinekens para fazer bom uso desta ferramenta. E não vou esquecer suas palavras: “Pro cara que me ensinou a tomar Heineken”… show de bola mesmo.
Seja bem vindo de volta Titier, mais uma vez. Vamos sair por aí pois aqui só tem vacilão, vamo quebra tudo.
Mas né, chega uma hora que uns vão capotar, e quem disse que a noite acaba?
Vou reservar essa pequena parte para agradecer meus nobres amigos pelo fim de noite inesquecível. Lembrando que meu chopp é BARLEY, e o que toca no meu rádio é Grateful Dead. Fica aí a trilha sonora do amanhecer pra galera que estiver interessada.
http://www.archive.org/details/gd1977-05-08.aud.moore.cribbs.28301.shnf
Um grande abraço a todos… o ano recém começou…
Enfim…
Sabe, o ultimo post foi no ano passado, tava devendo algo por aqui… vou tentar escrever algo, pois ando bem sem saco pra isso.
Ando sem saco pois ando vivendo mais, sabe como é? O que me faltava nos ultimos tempos eu to tentando buscar, sem exageros, na medida certa. E embora eu não acredite em recomeços após viradas de ano, coincidentemente esse ano novo foi um marco, muitas coisas novas, muitas idéias, novos desafios… vamos ver no que vai dar.
Faz um tempo que ando de saco cheio de tudo, de tudo que fiz e as vezes faço em recaídas, coisas que eu vinha fazendo nos ultimos meses, por um lado isso é bom, mas por outro… isso é válido? Ficar de saco cheio por causa disso? De uma forma ou de outra ainda me apego nesses momentos… e ta na hora de bani-los de vez.
Resumo da história, embora eu não goste de colocar datas como ponto de partida ou como marco pra alguma coisa, acho que 2010 chegou pra ser o ano das mudanças…
O que vier é lucro, o que tiver de ser será… e eu não tenho a minima idéia do que pode acontecer… vou só viver.
Sobre o espírito de Natal
Se a sua família está fazendo festa pro Natal, e esperando o Papai Noel, virá? Digo, se algum avô ou tio se veste de Papai Noel, pra alimentar os sonhos dos netos e sobrinhos… ele virá?
Estou dizendo isso porquê, estou com 22 anos, e há muito tempo não acredito em Papai Noel, mas quando eu era criança, minha família tinha o espírito do Natal igual a de uma família americana em filmes da sessão da tarde. E muitas vezes, ainda sabendo que todo Papai Noel ainda era um tio, ou meu vô(e vendo atravéz da máscara, ou da barba fake, quem era), mas a magia toda era que mesmo sabendo, a figura do Papai Noel pra mim era muito especial. Tipo, sei que meu pai gastou um horror de dinheiro pro meu presente, mas a figura do Papai Noel lhé passa a idéia correta de que ele que mandou seu pai gastar isso, e que isso seria inévitavel.
E é aí que quero chegar, até poucos anos atras, até fim dos anos 90, se criou uma geração precoce, que ja nasce desacreditando de tudo, duvidando de tudo, contestando tudo, achando tudo sem graça. Eu, no auge dos meus 12 anos, estava descobrindo coisas sobre sexualidade, olhar meninas com outros olhos, dando beijos no intervalo do colégio, mas ainda assim, o Papai Noel manjado do fim do ano, representava uma coisa a mais, uma força maior, uma coisa que vocÊ se acostumou quando criança, sem saber que era um tio seu, lhe passava uma figura de paz e calmaria, e que ainda lhe presenteava. Hoje em dia, falo com meu primo de 13 anos, ele falo as 11 da noite “Hoje tô que nem melancia no sol, estou louco pra fazer mal pra alguém”… e colocando perfume, se arrumando, enquanto eu estava no PC aqui…
E esse meu primo, acreditou na figura do Papai Noel, com aquele medo característico, no colo da mãe, mas depois que ficou de pé, o Papai Noel era gritado “AAAH é o tio Fulano!!!” Estragando o sonho dos novos pequeninos da família.
Isso, é o retrato da juventude atual, andar com o carro do pai escondido, ir a boates com 13 anos, encher a cara com os amigos, e estragar com a moral do natal pra jovens que ainda sonham. Que na moral, perderiam essa fantasia inevitavelmente mais tarde.
Olhe pra sua família agora, o que está acontecendo?
Os presentes estão na arvore, ou o tio fulano ja ta podre de bebado e disse quem ele tirou no amigo secreto?
Sei lá caras, só um início de pensamento. Estou aqui sozinho, pela 4ª ou 5ª vez, ja passei muitos natais aqui no PC, querendo ou não a minha unica saída se todos estão longe. Mas essa rotina me tira da minha família que está no interior, com toda a minha parentada, que ja não coloca presentes debaixo da arvore, nem espera pelo Papai Noel, e ja deve estar nos fins do amigo secreto nesse momento, mas eu me lembro dos dias que sonhei essa magia toda, e mesmo fazendo questão de participar disso, eu estou aqui longe de todos, consciente que é só mais um ano, de muitos que virão, sozinho, e de alguma forma acho isso muito normal.
E o fato de ser ateu, não interfere nisso. O que eu penso, é que naturalmente cheguei na idade que isso se concretiza na sua vida. Saber que o Papai Noel não existe mesmo, ter suas responsabilidades, ser feliz e fazer o que você tem que fazer.
Mas eu gostaria de alimentar o anseio pela magia de alguns membros novos da minha família, e isso hoje em dia, está cada vez mais impossível.
Acho que era isso, talvez perdi o rumo no meio do caminho, mas é mais ou menos assim que eu penso.
Um feliz natal pra todos, do fundo do meu coração. E tomara que o bom velhinho, seu avô, chegue fantasiado em breve, na sua casa! Paz amigos!
what a long strange trip it’s been
16/12/2009, O Dia!
As vezes gosto quando o tempo passa rápido, mas porra, foi um mês que passou muito rápido. Parece que foi um estalo de muitas coisas que
aconteçaram na minha cabeça, num pequeno tempo, poucos segundos… tipo uma avalanche de informações, uma explosão no Everest.
E assim, foi todo o tempo. Difícil explicar em palavras, talvez falando só algumas palavras formaria uma imagem do que foi tudo, mas eu não consigo pensar nessas palavras agora.
Você ja escutou algum cd do Grateful Dead hoje? Não? Faça isso, sempre há tempo, e o tempo com Grateful Dead é infinito.
Vamos falar de pessoas, vi tantas pessoas nessas férias, nem metade do total que eu gostaria de ter visto, mas os horários e agenda não batem com a agenda de férias de um cara em crise. Novembro pra Dezembro? Enfim, vamos deixar esse papo pra mais tarde.
PESSOAS! Vocês pessoas que fizeram parte das minhas férias, um muito obrigado.
O Mathias, com seus afinadores ígal, e com seu samba que contagia, um cara
muito show. Uma hospitalidade ímpar, um cara para todas as horas, dias, décadas, séculos e eternidades. Porra maw, chegaí maw!
O mantegaum, por seu apê show, e conselhos shows sobre coisas nerds show, por ser um gordo show!
O Pedro, por ser o Pedro de sempre. Um abraço sincero, atrasado algumas horas, mas sincero. Por ter ido comigo no show do Matanza… o show ficou nice!
O Thiago, por desconfiar dos meus comportamentos perante as futuras namoradas dele, e por dizer que adorava quando o titier era o gordo da banda, e por ser o negro show de sempre.
A Thaís, que mesmo estando lá onde eu não quero estar, é um motivo para que eu goste de lá, e funciona! Seus cabelos louros, morenos e flamejantes, um grande muito obrigado, e um beijo, pq não? very nice!
A Vika, a Rafa, a Milla, entre tantas outras pessoas aí da noite, por aproveitar as baladas muito loucas aí comigo, um beijo a todas. Mutcho loko no calzone! Ao magus uma abraço, pelo show do Matanza.
Aos meus parentes de Cachoeira, minha família muito louca que por mais que eu odeie Cachoeira, eles estão lá, sempre esperando por nós para fazer uma festa muito louca, eu amo a minha família.
A Grazi, que mundo pequeno. Uma grande colega e amiga, um muro de distancia.
Enfim, eu posso estar esquecendo de alguém, com certeza estou, mas o fato é que, existem boas e más pessoas, mesmo nas férias.
As más pessoas não é bom citar, pois não são dignas de um espaço aqui nesse
humilde blog muito louco e depressivo/ Olrait! Mas pra bom entendedor, meia internet basta.
E essas foram as minhas férias, quebra cabeças, estilhaços de espelho, cidades flutuantes, piramides, cranios, comida, snacks, Lara, coquinha, aguinha, fucking nice man, que que é isso maw? Não sei maw! Puta que pariu maw! Faaaala maw! Puta que pariu maw!
Sei lá cara, esses taxis são muito loucos.
Amanhã eu vou recomeçar o que não queria ter começado, mas é só o início de uma nova viagem que acabou de chegar ao fim. E isso é tipo um recomeço. Não é verdade? Renovado! Ou ilusionado.
Esse tipo de resposta só se tem da seguinte forma:
Vamo lá! Boa sorte pra todos nós…
Matanza
Show do Matanza ontem, um show incomum, em vários aspectos.
A primeira diferença é que boa parte das pessoas que fazem parte do contexto Matanza, pelo menos pra mim, não estavam presentes. Isso foi bem estranho, mas cuidei para que isso não estragasse o clima.
A banda de abertura, Iron Fist RS(um nome bem pensado não acham?), até que era legal, mas a primeira impressão que passam é: “É facil ter uma banda de metal galera, se levantem, jovens do metal!”. Pois é, muitos jovens do metal presentes. Uma banda sem muito compromisso, um cara que não canta nem um pouco parecido com o Lemmy e toca baixo terrivelmente, e a guitarra então era uma merda. Fato que prova a casualidade dos fãs presentes, e da própria banda, é que eles continuavam dizendo o show todo “Ela está chegando!”, obviamente se referindo a Ace of Spades, como se Motorhead só tivesse essa musica. E pra que uma mulher entrar no palco pra dançar, jogar ceva na galera, tirar a camisa e estar com babylook por baixo? Quero ver peitos ao menos, cacete! E que banda cover de Motorhead não toca Born to raise hell? … enfim, vamos ao Matanza.
Antes de mais nada, vamos salientar uma coisa, O DONIDA NÃO COMPARECEU, DE NOVO!… Seguindo, isso me assustou, pensei que seria mais algum show DVD MTV AO VIVO, todo certinho. Mas me impressionei!
Continuei com a minha conduta, não fui pra pista, fiquei tomando cerveja tranquilo e agitando um pouco, perto da pista, com uma visão privilegiada, pois nos ultimos anos, Matanza pra mim deixou de ter aquela imagem teatral e ficou meio sem graça, mas ainda curto as letras, então fui mais pra curtir Ultimo Bar e Taberneira, e sim, tocaram Taberneira! E ao longo do show, fui tendo a imagem dos primeiros shows do Matanza que eu fui, uma banda descontraída, sem se importar com muita coisa, pela zuação mesmo! E isso foi me animando aos poucos no show. E o mais legal, o Jimmy mudou quase todos os discursos, ninguém ia aguentar de novo aquela história de “DE PAU DUROOOO” pela 10ª vez.
Eu fui banido da comunidade do Matanza ano passado, por avaliar o show de uma forma ruim, insultei uma moderadora fresca e ela ficou mordida. Se os verdadeiros fãs cultivam a arte do insulto, não entendi a reação dela. Os amiguinhos dela não podem saber que ela ficou mordida, senão a imagem Matanza dela fica comprometida. Enfim, falei isso pra dizer, tinha muita gente igual a essa lá no show.
Vamos lá então!
PRÓS:
- Matanza mais MATANZA.
- Comi 3 Calzones na saída do show.
CONTRAS:
- SEM DONIDA.
- Mais uma vez, muito publico casual e muitos jovens do metal.
Voltando as minhas férias, eu acho que ta sendo como eu imaginava. Alguém ae tem dicas do que fazer? Tenho pouco tempo e muita energia pra gastar, OLRAIT!



